Como estar no momento presente?

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Existem formas e formas de lidar com nosso próprio pensamento, sabia? Hoje muito se fala sobre aproveitar e se conectar com o momento presente, mas isso parece ser para poucos já que não apenas sentimos isso com grande dificuldade como vemos cada dia mais transtornos de atenção, estimulados por estilos alimentares altamente estimulantes e pouco nutricionais, por uma cultura da velocidade e de estímulos rápidos e superficiais. Ou seja, essa dificuldade não é atoa e não vem do nada!


Digo isso porque considero importante ser claro e realista, então se você tem dificuldades com o turbilhão de pensamentos que te assombram, entenda que não tem um exercício de 10 a 15 minutos por dia que vai te livrar disso, vai melhorar sim, mas entenda que tem muitas coisas na sua vida que podem estar contribuindo nesses seus sofrimentos nesse exato momento, você é um ser complexo, não se subestime!


Um exemplo do condicionamento que sofremos é sempre entendermos o pensamento de forma inseparável de nossa personalidade ou caráter, ou seja, nunca pensamos “estou pensando que não consigo apresentar esse seminário”, nós só pensamos que não conseguimos mesmo e essa vozinha parece representar o nosso ser. A esse estado chamamos de fusão cognitiva.

Em um estado de fusão, um pensamento pode parecer

  • A verdade absoluta.
  • Um comando que você deve obedecer ou uma regra que você deve seguir.
  • Uma ameaça da qual você precisa se livrar o mais rápido possível.
  • Algo que está acontecendo aqui e agora, embora seja sobre o passado ou o futuro.
  • Algo muito importante que requer toda a sua atenção.
  • Algo que você não vai abandonar, mesmo que piore sua vida.

Um outro estado é a desfusão cognitiva, e nele você pode ver um pensamento pelo que ele é: nada mais ou menos do que um monte de palavras ou imagens “dentro da sua cabeça”. Assim, em um estado de desfusão, você reconhece que um pensamento.

  • Pode ou não ser verdade.
  • Definitivamente não é um comando que você tem que obedecer ou uma regra que você tem que
  • seguir.
  • Definitivamente não é uma ameaça para você.
  • Não é algo acontecendo no mundo físico – são apenas palavras ou imagens dentro de sua cabeça.
  • Pode ou não ser importante – você pode escolher como muita atenção a relevância que presta a ele.
  • Pode ser permitido ir e vir por conta própria, sem ser preciso que você o segure ou o afaste.

Em resumo, na fusão você funde sua mente com seu corpo e o que é pensado é quase automaticamente seguido, já na desfusão você desgruda esses dois aprendendo a pensar e sentir sobre o próprio conteúdo do pensamento.

Exercite essa perspectiva em sua vida, acredite em mim, só vai te fazer bem!

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